Cânion do rio Poti começa a sofrer impactos da visitação desordenada

Publicada em 26/02/2010 às 23h11

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O cânion do rio Poti tem início na divisa dos estados do Ceará e Piauí, na Serra da Ibiapaba, se prolongando por dezenas de quilômetros e passando pelos municípios de Buriti dos Montes, Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí, onde termina, no local conhecido como Cânion da Pedalta.

As informações acima são resultado de vários estudos feitos por Benedito Rubens, sociólogo com especialização em Conservação de Arte Rupestre, que já percorreu a pé ou de canoa toda a extensão do rio Poti, desde sua nascente, no Ceará, até seu encontro com o rio Parnaíba, em Teresina. Rubens já foi assessor de turismo da Prefeitura de Castelo e atualmente exerce a mesma função na Prefeitura de Buriti dos Montes. Também é membro da Associação dos Condutores de Turistas e Visitantes de Castelo – Condatur.


Benedito Rubens, ao centro

O trecho mais visitado do cânion está localizado em Buriti dos Montes, entre a Fazenda Enjeitado e a Localidade Conceição dos Marreiros e já se observa os impactos ambientais causados pela visitação desordenada, resultado de visitas de grupos sem o devido acompanhamento, principalmente por pessoas das cidades próximas, que deixam no local de acampamento e pelas trilhas muito lixo doméstico, como latinhas de refrigerante e cerveja, litros vazios de cachaça, embalagens de vários tipos, pilhas, restos de fogueiras, dentre outros.

Vale ressaltar que até bem pouco tempo uma indústria de biodiesel instalada no estado do Ceará, nas proximidades do rio Poti, contribuía sobremaneira para a poluição das águas, mas segundo Benedito Rubens, a indústria está parada desde o ano passado.

Devido à dificuldade dos órgãos competentes em fiscalizar a visitação, até mesmo pela grande distância, temos que apelar para o bom senso das pessoas que passam pelo grande cânion.

Quem desejar visitar aquele atrativo turístico deve entrar em contato com Benedito Rubens, através do (86) 9931-1855 ou pelo e-mail rubens.luna@gmail.com, além do mais, sacos de lixo devem ser levados para que todo o lixo produzido durante a visita seja trazido de volta e receba destino correto.


Lixo deixado nas proximidades de onde as canoas ficam atracadas.


Latinhas abandonadas nas proximidades do Poço da Cruz, onde geralmente os turistas ficam acampados


Poluição na água, resultado de atividades industriais no CE, segundo pescadores locais

Edição: Edmundo Neto

Fonte: meionorte.com/castelodopiaui

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Comentários (1)

  • Ione Filgueiras, Fortaleza-CE disse:
    Deixado em 07/10/2011 às 13h04

    Muito boa. Se o turismo a este lugar continuar assim, daqui a poucos anos o que veremos serão só as fotos. Organizem e controlem os turistas, inclusive os da região. Nos grandes parques ecológicos não é permitido o uso de bebidas alcóolicas. Principalmente deixando o lixo. Nós precisamos preservar o que é belo, e muitos ainda não sabem para que servem as discutidas sacolas de supermercado ( serve para juntar lixo reciclável ). Parabéns ao Sr. Benedito Rubens, mas uma andorinha só não faz verão....Vamos lá, piauienses protejam com orgulho as maravilhas que Deus lhes deu.


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