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11/01/2017 16:28

Casarão antigo desaba no centro de Teresina e atinge carros

Um casarão antigo desabou no início da tarde desta quarta-feira (11), no cruzamento das ruas Areolino de Abreu com a rua Barroso, no centro de Teresina. O local está congestionado e o trecho foi interditado desde a rua 13 de maio. O Corpo de Bombeiros foi acionado e está no local fazendo a vistoria do prédio, pois há risco de novos desabamentos.

As paredes do imóvel atingiram dois carros que estavam parados no sinal de trânsito. Um dos veículos é um Sandero, que ficou bastante destruído e com o teto amassado. O outro, um Pálio, foi atingido principalmente na lateral. Em cada um dos carros havia apenas o motorista. Eles saíram com apenas ferimentos leves.

O servidor Público Fernandes Lima (foto abaixo) ia buscar a esposa quando aconteceu o acidente. Ele, que é o proprietário do Pálio ficou ferido no dedo e estava muito nervoso com o ocorrido. 

Diogo Martins, comandante de socorro do Corpo de Bombeiros informou que os motoristas conseguiram sair ilesos porque abandonaram os veículos. Eles perceberam o início do desabamento e saíram pela porta do passageiro", disse o comandante.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Paulo Roberto Pacom, o problema já era esperado. "Alertamos várias vezes para a situação desses casarões antigos. Existem muitos na cidade desse jeito, sobretudo no centro. É possível que aconteça novamente situações como essas", afirmou o especialista.

Para evitar que um prédio antigo desabasse, seria necessário fazer manutenção e análise periódica na estrutura. "A questão não é o prédio ser antigo. A construção poderia ser até 400 anos e se manter em pé. Não se pode reformar apenas por fora e deixar a estrutura interna se acabando", defende o presidente do Crea.

O especialista conclui que falta uma legislação municipal obrigando os proprietários dos imóveis a manter a periodicidade da manutenção. "De acordo com o tempo dos prédios, é importante que a estrutura seja analisada a cada dois ou a cada cinco anos. Não pode é ficar só consertando a fachada e deixando a estrutura demolir", afirma Paulo Roberto.

A perícia vai avaliar se é necessário derrubar o restante do prédio. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estavam no local aguardando a chegada do proprietário do imóvel.

O internauta Pedro Warison, chegou a fazer fotos (acima) do prédio pouco antes do meio dia. "Eu passei de ônibus e percebi que ia desabafar. Fiz o registro para postar nas redes sociais, alertando sobre o perigo, mas não deu tempo", relata. A imagem revela uma rachadura profunda e que a parede estava  torta.

Por: Nayara Felizardo e Cícero Portela / Portal O Dia


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