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Gilson Soares

Confirmadas as atrações da VIII edição do Cachaça Fest, que ocorrerá de 27 a 29/07


Atualizada em 25/06/2012 - 16h52

De 27 a 29 de julho ocorrerá a VIII edição do Cachaça Fest, festa genuinamente castelense que está definitivamente inserida no calendário dos grandes eventos do estado do Piauí. Grandes nomes já passaram pelo palco do Cachaça Fest, como a Armandinho, Banda Seu Chico, Dorgival Dantas, Elba Ramalho, Emílio Santiago, Fala Mansa, Jorge Aragão, Reginaldo Rossi, Rick Vale, Rita de Cássia, Sandra de Sá, Tânia Alves, Tom Cleber, Wanderléia, dentre outros.

Este ano os organizadores esperam um público estimado de 12 mil pessoas e o evento traz como tema “Revivendo Gonzagão”, e fará parte das comemorações do centenário do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Confira abaixo as atrações para este ano:
Imagem: Juscelino ReisAtrações do Cachaça Fest 2012 estão confirmadas(Imagem:Juscelino Reis)Atrações do Cachaça Fest 2012 estão confirmadas

ADELSON VIANA

Natural de Fortaleza,é acordeonista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical. Vindo de uma família de músicos, teve como primeiro instrumento o acordeom, e como mestre o seu pai José Viana. Passou um longo período tocando em bailes e, posteriormente, começou a trabalhar em estúdios de gravação, shows, jingles e trilhas sonoras.
Como instrumentista, o músico atuou por um longo tempo de sua carreira ao lado do renomado cearense RAIMUNDO FAGNER (12 anos), se apresentando também em shows de Zeca Baleiro, Dominguinhos, Ednardo, Lenine, Naná Vasconcelos, Paulo Moura, Fausto Nilo, Nonato Luiz, Waldonys, Manassés, dentre outros artistas.
Imagem: Comissão DivulgaçãoAdelson Viana(Imagem:Comissão Divulgação)Adelson Viana
Em 2009 lançou pela BISCOITO FINO o álbum “ACORDEOM BRASILEIRO”, no Rio de Janeiro, com shows na Modern Sound e Rio Scenarium, mostrando através da sanfona um rico repertório com composições de Jacob do Bandolim, Dominguinhos, Astor Piazzolla, Richard Galliano, João Lyra e Adelson Viana. Neste mesmo ano lançou o álbum “Dobrado” um duo com o extraordinário violonista Nonato Luiz, um encontro de talentos em um trabalho inédito e autoral, unindo o som das cordas do violão aos acordes da sanfona, em caminhos harmônicos e melódicos que vão do erudito ao popular.

O álbum “Da Cidade ao Sertão”, cantado tem um rico repertório de música nordestina, traz pela primeira vez a voz do sanfoneiro Adelson Viana, já reconhecido no palco pela maestria e promete mexer com os forrozeiros. O time de parcerias no CD também não poderia economizar em qualidade. De Xico Bizerra, na canção “Riso de Canto a Canto”, a Maciel Melo, em “Daquele Jeito”, passando pelo próprio Dominguinhos em “Querer” (participação especial) e “A Saudade Mata”, composições de Ednardo, Felipe Cordeiro, o primo Paulo Viana e o pai José Viana.

O show de ADELSON VIANA tem um caráter acústico e passeia pela sonoridade brasileira através do forró, xote, choro, baião e até mesmo do frevo, favorecendo a riqueza de timbres e de possibilidades da sanfona nordestina universal.

JOQUINHA GONZAGA

JOÃO JANUÁRIO MACIEL, “JOQUINHA GONZAGA”, nascido em 01 de abril de 1952, no Rio de Janeiro, filho de Raimunda Januário (Dona Muniz, segunda irmã de Luiz Gonzaga) e João Francisco Maciel.
Imagem: Comissão DivulgaçãoJoaquim Gonzaga(Imagem:Comissão Divulgação)Joaquim Gonzaga
No final da década de 1940, o “Rei do Baião” LUIZ GONZAGA formou o primeiro núcleo Nordestino no Sul do país trazendo sua família composta pelo seu pai Januário, sua mãe Santana, suas irmãs Muniz, Geni, Socorro e Chiquinha Gonzaga e seus irmãos Aluízio, Zé Gonzaga e Severino Gonzaga. Se instalaram em um Sítio em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias-RJ, mais conhecido como Sítio dos Gonzagas, onde eram realizadas grandes festas como casamentos, batizados, aniversários, novenas, etc., sempre com muitos convidados, músicas, comidas típicas nordestinas e a presença de grandes artistas famosos como Maria Inês, Abdias, Trio Nordestino, Dominguinhos entre outros. Foi neste meio que nasceu e cresceu JOQUINHA GONZAGA, nome artístico dado por seu tio Gonzagão, que o presenteou com uma sanfona de oito baixos (pé de Bode) quando ele tinha apenas 12 anos.

Após dois anos, reconhecendo o talento do seu sobrinho, Gonzagão trocou os oito baixos por um Acordeon. JOQUINHA começou sua escola tocando em festas e forrós no Rio de Janeiro e, posteriormente, viajando por todo o Nordeste acompanhando o REI DO BAIÃO como músico (sanfoneiro).

Em 1986 JOQUINHA GONZAGA gravou o seu primeiro disco pela gravadora TOP TAPE, intitulado FORRÓ CHEIRO E CHAMEGO. Em seguida, a convite de seu tio GONZAGÃO, viajou numa turnê à EUROPA-FRANÇA e participou de muitos outros shows já como artista convidado do Rei. A sua maior alegria foi receber o seu primeiro Diploma, quando o REI declarou em público, registrando oficialmente, que JOQUINHA seria o seguidor cultural da Família Gonzaga.

Em 1988 JOQUINHA foi convidado a participar de uma faixa (Dá licença pra mais um) no disco “Aí Tem...” de Luiz Gonzaga, música cuja letra realmente registra o fato:

SE É DE PAI PRA FILHO, DE FILHO PARA PAI
DE SOBRINHO PRA TIO ALGUMA COISA SAI
ENTÃO VOU POR AÍ, POR ESSE MUNDO VOU
USANDO ESSA HERANÇA DO MEU TIO E DO VOVÔ...

Em 1989 Joquinha Gonzaga grava seu segundo disco pela Copacabana interpretando músicas do seu Tio Luiz Gonzaga. Foi quando o cantor despertou, assegurando o seu espaço artístico no meio do público do Rei, principalmente no Nordeste e, ainda mais, no sertão Pernambucano.

Em 1990 grava o LP “É SÓ REMEXER”, ainda na Copacabana. Em virtude da perda irreparável do seu tio, o Rei do Baião, em agosto de 1989, e, posteriormente, o súbito acidente que vitimou o seu primo Gonzaguinha que, na época, organizava o Museu do Gonzagão, no Parque Aza Branza em Exu-PE, e o acervo do “REI”, Joquinha Gonzaga, que era o “braço direito” da família, junto ao seu irmão piloto, se transferiram, de vez, da cidade do Rio de Janeiro para Exu com a finalidade de cuidar dos interesses do seu tio e seu primo “Gonzagão e Gonzaguinha”, havendo, portanto, um bloqueio temporário, a nível nacional, de sua carreira artística.

Joquinha Gonzaga na cidade de Exu e Região:

De 1990 a 1993 se dedicou aos shows regionais procurando manter as tradições do seu tio Gonzagão, participando ativamente de grandes eventos como a “MISSA DO VAQUEIRO”, em Serrita, e ajudando e coordenando a grande festa de 13 de dezembro, aniversário do Rei do Baião, evento tradicional no Parque AZA BRANCA, comemorado desde o Gonzagão em vida, no qual, todos os anos, apresentam-se grandes artistas de expressão no cenário nacional como Raimundo Fagner, Elba Ramalho, Tânia Alves, Dominguinhos, Alcimar Monteiro, Maria Inês, Marinalda, Valdones, Zé Gonzaga, Chiquinha Gonzaga e Artistas da Região.

Ainda em 1993, Joquinha Gonzaga grava o seu quarto LP, pela SOMARJ, com o título de “SOMBRINHO DE GONZAGÃO E NETO DE JANUÁRIO”, sendo esse trabalho ainda executado a nível regional, porém bem sucedido, intensificando seus shows e se tornando cada vez mais conhecido nos estados do Ceará, Pernambuco, Sergipe e Bahia, principalmente nos festejos juninos, que também eram o forte de seu Tio Gonzagão.

No início de 1996, Joquinha Gonzaga recebe um convite-proposta de um grande forrozeiro, amigo e afilhado do Rei do Baião, ALCIMAR MONTEIRO, que, como prova de amizade que tinha pelo Rei, cria o selo INGAZEIRA e lança mais um LP e CD com o sobrinho do Gonzagão, numa superprodução com título “RAIZ E TRADIÇÃO, trazendo algumas participações como o próprio ALCIMAR MONTEIRO, JOÃOZINHO DO EXU e MAÍDA (cantora pernambucana).

Em 1997, Joquinha Gonzaga lança seu sexto trabalho com a mesma produção anterior, ou seja, selo “INGAZEIRA DISCO”, com a produção de Alcimar Monteiro, intitulado “CARA E CORAÇÃO”, com músicas de compositores autênticos como João Silva, Dijesus, Alberto e do próprio Joquinha Gonzaga, dando continuidade a cultura e a música de seu Tio Gonzagão.

Nesse mesmo ano, Joquinha Gonzaga participou cantando a música TACACÁ, do álbum duplo que Dominguinhos fez com 22 artistas da MPB, onde cada um deles canta uma faixa com Dominguinhos com músicas só de Luiz Gonzaga e entre eles participou FAGNER, GILBERTO GIL, ELBA RAMALHO, CHICO BUARQUE, DANIEL GONZAGA (primo de Joquinha) e outros.

Em 1998 Joquinha Gonzaga participou da homenagem “TRIBUTO A LUIZ GONZAGA” em Nova York, no LINCON CENTER FESTIVAL, junto com Oswaldinho do Acordeon e Daniel Gonzaga, onde teve um público de 10 mil pessoas.

Em 2000 Joquinha Gonzaga grava seu sétimo CD com uma produção independente intitulado de “MALA E CUIA” com a participação especial de Daniel Gonzaga na faixa “Espelhos das Águas do Itamaragy” , autoria de Gonzaguinha e Joquinha Gonzaga, onde Daniel interpreta muito bem e lembra a voz do seu pai Gonzaguinha. Tem a participação de João Cláudio imitando muito bem a voz do Gonzagão.

Em 2004 grava seu oitavo CD com a produção independente, intitulado “SANFONEIRO DA SERRA DO ARARIPE”, em uma apresentação de seu Tio Gonzagão, em 1988, na Missa do Vaqueiro, em Serrita, Pernambuco, ele aproveitou e colocou na primeira faixa uma gravação em que ele apresentou Joquinha Gonzaga como herdeiro cultural da família, não pra ser Rei do Baião, mas pra ser um Seguidor do Baião.

Em 2006 grava seu nono CD intitulado “CANTOS E CAUSOS DE GONZAGÃO”, em que Joquinha Gonzaga fala de três causos que presenciou nas viagens em que fez com seu Tio Lula, canta quatro músicas conhecidas de Gonzagão, músicas de sua autoria e de compositores conhecidos nacional e regionais.

Essa é a história de Joquinha Gonzaga, sempre defendendo a verdadeira música Nordestina e a cultura do seu Tio Gonzagão tocando sanfona e decantando as coisas do Sertão.

ELIANE
Eliane, cantora e compositora cearense, comemora seus 25 anos de carreira, a artista passeia por muitos estilos musicais criando ritmos e interpretando o melhor da música brasileira.

O gosto e o talento pela música vêm desde os 15 anos quando Eliane contou com a ajuda de seu pai Jose lima para conseguir seu espaço no meio musical, o mesmo a levou para fazer um teste em uma banda e descobriu então o seu dom de cantar.

Imagem: Comissão DivulgaçãoClique para ampliarEliane, Rainha do Forró(Imagem:Comissão Divulgação)Eliane, Rainha do Forró
Exatamente dois anos depois de lançar seu primeiro trabalho, um compacto gravado em Fortaleza, Eliane recebia o primeiro disco de ouro das mãos do “Velho guerreiro” Chacrinha, em pouco tempo ficou conhecida pelo público como a Rainha do Forró.

Não demorou muito para que Eliane recebesse três indicações para prêmio Sharp e começasse a acumular grandes conquistas: o prêmio Canário de ouro, gravações em programas de nível nacional, disco de ouro e participações de suas músicas no cinema como no filme Luzia Homem em 1987 com a música “Sem você não dá”, em 1991 Mariozinho Rocha levou “Jeito Manhoso” para fazer parte da trilha sonora da novela Mico Preto.

Em 1993, depois de cantar por vários estados do Brasil, começando pelo Nordeste, Eliane faz sua estréia em solos estrangeiros, a cantora fez shows em Tourino, Brecha, Mestre, Firenze, Bolonga e Roma tocando o coração das pessoas com sua voz e música universal.

Neste ano, a consagrada cantora concebeu o seu mais novo disco, feito por quem fala de amor com conhecimento de causa e muita inspiração.

No auge da forma vocal e criativa, Eliane faz algo no qual é mestra absoluta: mesclando a pureza da música nordestina, com o romantismo, além de temas dançantes, num total de 10 canções, todas com pinta de sucesso.

Os arranjos do maestro Claudinho de Jesus, e produtores Melquisedeque e Emanuel Dias são extremamente criativos e deu ainda maior destaque à voz de Eliane, que se mostra mais doce, emocionada e inconfundível do que nunca, primando pela sutileza, alem de estar numa das suas fases mais criativas.

Imagem: Comissão DivulgaçãoClique para ampliarEliane, Rainha do Forró(Imagem:Comissão Divulgação)Eliane, Rainha do Forró
Neste trabalho Eliane brinda seu público com um típico forrobodó, carro chefe do CD intitulada “O seu grande amor”, uma canção extremamente romântica que já esta sendo muito executada nas rádios do país inteiro e interpretada por outros artistas.

Nos seus espetáculos, além do trabalho dos mais variados artistas interpretados por Eliane, a cantora tem misturado várias canções que foram sucesso nos seus primeiros trabalhos.

Eliane está trabalhando arduamente para cumprir uma maratona de shows enquanto trabalha no projeto do seu primeiro DVD.

SANTANA
O Nordeste brasileiro é considerado uma “região-nação” e, como toda nação que se preza, possui identidade cultural própria.

No Brasil existem duas nações: a gaúcha e a nordestina. A primeira sofre influência cultural oriunda de nações estrangeiras, através de suas fronteiras geográficas. A nordestina se limita geograficamente apenas com o Brasil e com o Oceano Atlântico, não sofrendo, portanto, a referida influência, o que contribui largamente para a sua autenticidade, chegando a ser considerada o verdadeiro Brasil.
Imagem: Comissão OrganizadoraSantana(Imagem:Comissão Organizadora)Santana
Musicalmente falando, é o berço de uma diversidade de ritmos: baião, forró (que também é gênero), coco, maracatu, xaxado, frevo, ciranda, caboclinhos, arrasta-pé e muitos outros.

Santanna “O Cantador” é um artista nordestino seguidor de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, nascido em Juazeiro do Norte-CE, recebido pelas mãos firmes, calosas e carinhosas da parteira Maria Baião. Dizem que foi aí que se ouviu o seu primeiro aboio.

Sua proposta musical de compromisso com o povo nordestino é:

- Decantar o Nordeste no seu lado positivo e auto-suficiente
principalmente no que concerne à inteligência emocional do seu povo;
- Abordar o tema de auto-ajuda nas canções com o intuito de ajudar a
soerguer a auto-estima do ouvinte, principalmente, o nordestino;
- Decantar músicas cuja poesia de boa qualidade seja bem aceita pelo
ouvido e alma femininos, uma vez que foi a mulher a grande
edificadora da nação nordestina.


“Mulheres! Vocês são os portões do corpo e são os portões da alma.”
Walt Whitman

Santanna “O Cantador” detém as propriedades de cantor, intérprete e declamador.

JOÃO CLAUDIO
João Cláudio Moreno, nasceu em Piripiri-PI em 6 de Maio de 1967. É o 12º filho de Raimunda Maria da Silva e José Moreno da Silva. Foi casado com a cantora Piauiense Patrícia Mellodi, com quem teve uma filha, Clara Mello. Com 14 anos mudou-se para Teresina e estudou no colégio Diocesano. Ainda jovem passou por grande um conflito, a grande dúvida de ser padre ou não. Estudou para ser padre mas decidiu seguir a carreira de artista, porém, ainda se veste de padre em alguns lugares chamando a atenção e provocando risos em quem passa pela sua frente (e diz ainda querer seguir essa carreira um dia). Estudou Jornalismo (UFPI), música. Foi Presidente da Fundação CEPRO - Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais do Estado do Piauí, aos 23 anos dirigiu a Fundação Cultural Monsenhor Chaves. Escreveu um livro de crônicas chamado "Hemorragia de Goiaba" (com o prefácio e o apadrinhamento editorial de Chico Anysio) e fundou o museu" Perry Perry" em sua terra natal, Piripiri-PI. Desde pequeno destacou-se em situações bem humoradas, mas começou sua carreira (oficialmente) em 17 de dezembro de 1989, aos 23 anos. Na década de 90 gravou programas locais, dentre eles" A Química do João Cláudio" onde escandalizava as questões sociais e políticas com muito humor. Ainda nesta época, participou dos programas " Chico Total" (onde interpretava personagens como "Caretano Zeloso" e "João Mocó") e " Escolinha do Professor Raimundo" onde fazia o personagem "Domingos" na TV Globo, sempre ao lado de Chico Anysio. Gravou seu primeiro LP " Pegando Estrada" em 1992, que depois foi lançado em VHS. Partindo para 2000, gravou o programa " Entre Nomes" onde João Cláudio entrevistava personalidades regionais e nacionais que fizeram história no Brasil.
Imagem: Comissão OrganizadoraJoão Claudio Moreno(Imagem:Comissão Organizadora)João Claudio Moreno
Em sua carreira artística já participou de entrevistas na Tv Cultura, Tv Globo, Rede TV e programas da Record. Foi convidado para participar de documentários, dentre eles "H. Dobal. Um Homem Particular" (dirigido por Douglas Machado) e recentemente do filme " Onde Está a Felicidade?" dirigido por Carlos Alberto Riccelli, com o roteiro de Bruna Lombardi. Entre seus personagens criou "o matuto, que na sua sensibilidade nordestina, se intriga com a cidade grade". Também imitou e imita personagens de sua cidade que podem ser anônimos ou artistas conhecidos pelo Brasil. As imitações mais famosas são; Luiz Gonzaga, Alcione, A Irmã Eugênia (com o famoso pano na cabeça), Dercy Gonçalves, o Papa João Paulo II, Domingos , entre outros.

A identificação com Luiz Gonzaga começou desde pequeno "Eu quando era menino, uma voz me impressionou, eu ia voltando do colégio numa praça da minha cidade, na amplificadora " A voz cristal" do Cine Teatro de Marajó, 5 anos de idade e aquela voz penetrou a minha alma . Foi uma transformação radical, a voz mais bonita que eu ouvi em toda a minha vida. Porque os maiores artistas são os negros, os pobres e os cegos. Eu ouvi 5 horas da tarde. Quando cheguei em casa, a minha sensibilidade me inquietou , eu não dormi aquela noite, tentando repetir, tentando olhar , tentando descobrir quem era o portador , o dono daquela voz. Ele foi o meu primeiro compromisso estético e o meu primeiro senso ideológico. Lendo na sua cartilha, eu descobri coisas muito profundas, grandiosas, como por exemplo; a dignidade de ser nordestino, e em casa, minha mãe ouvia muito. Eu conciliava a voz, e a cena de minha mãe numa rede, altas horas da noite, com sua imagem projetada na parede, um grande sol, de uma lamparina, no principal quarto da nossa grande casa, no interior do Piauí. Depois de ouvi-lo, e ouvi-lo sempre, nunca mais fui o mesmo, nem nunca serei" (João Cláudio Moreno - DVD Imitações).
.
João Cláudio tornou-se conhecido na área do Forró Nacional (de raiz), por ser considerado o Imitador Oficial de Luiz Gonzaga. Viaja o país inteiro divulgando a música e a cultura nordestina. Em seu cenário musical, tem como companheiros de palco e de vida; Dominguinhos, Waldonys, Adelson Viana, Fausto Nilo, Alceu Valença, Elba Ramalho, Cezinha entre outros.

Imagem: Juscelino Reis...(Imagem:Juscelino Reis)...



Fonte: Comissão Organizadora

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Comentários (2)

  • DILMA, Diadema-SP disse:
    Deixado em 29/06/2012 às 11h23

    "NOSSA" AS BANDAS ESTAO MARAVILHOSAS, EU ADORO ELIANE,SANTANA......

  • carlin, Teresina-PI disse:
    Deixado em 25/06/2012 às 21h22

    ja q vão trazer o João Claudio,por q nao tambem,a orquestra sinfonica de teresina?pois os mesmos fazem um verdadeiro tributo ao rei do baião,seria uma abertura em grande estílo.

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